Anápolis recebe Mostra de Artes Cênicas com 15 espetáculos entre os dias 1º e 4 de junho

Anápolis recebe, entre os dias 1º e 4 de junho, a Mostra de Artes Cênicas Arte por toda a parte em diversos locais da cidade. O evento reúne 15 espetáculos teatrais e oficinas com o objetivo de discutir o papel e a potência das atuações nos palcos. A estreia ocorre na quarta-feira (1º), às 20 horas, no Teatro do Instituto Federal Goiano (IFG), no Residencial Reny Cury. O evento é gratuito.

As encenações ocorrem em quatro escolas municipais: Josephina Simões, Wady Cecílio, Raimundo de Oliveira Passos e Inácio Sardinha. Outros cinco locais também estão previstos: o Teatro do IFG, a Escola de Teatro de Anápolis, o Centro de Artes e Esportes Unificados, o Parque Ipiranga, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Anápolis.

De acordo com o produtor cultural Luiz Fragelli, as exibições locais têm se profissionalizado ao decorrer do tempo. A programação, segundo ele, possibilita ao público visitar espaços diferentes em um curto período.

Retorno cultural

“A retomada das atividades culturais pós pandemia evidenciam a importância do setor cultural financeiramente para a cidade ao gerar o consumo de bens e serviços durante estes eventos, mas também e principalmente, como uma construção transformadora para a sociedade”, disse o produtor.

Dentre os espetáculos presentes na programação, a população adulta terá a oportunidade de ver a peça Balanço, que possui classificação indicativa para maiores de 18 anos. O projeto faz parte do edital fomento ao teatro do Fundo de Arte e Cultura de Goiás 2017.

Confira a programação completa:

 1º de junho (quarta-feira)

20h

A descoberta das Américas – Julio Adrião (RJ)

Local: Teatro do IFG Anápolis

Avenida. Pedro Ludovico, s/n – Residencial Reny Cury,

Sinopse: Em “A Descoberta das Américas”, Júlio Adrião é um “Zé ninguém” de nome Johan Padan. Rústico, esperto e carismático, escapa da fogueira da inquisição embarcando, em Sevilha, numa das caravelas de Cristóvão Colombo. No Novo Mundo, nosso herói sobrevive a naufrágios, testemunha massacres, é preso, escravizado e quase devorado pelos canibais. Com o tempo, aprende a língua dos nativos, cativa-os e safa-se fazendo “milagres” com alguma técnica e uma boa dose de sorte. Venerado como filho do sol e da lua, catequiza e guia os nativos numa batalha de libertação contra os espanhóis invasores.

2 de junho (quinta-feira)

9h às 13h

Oficina: O ator no solo narrativo – com Julio Adrião

Local: Escola de Teatro de Anápolis

Rua Pereira do Lago, Quadra 44 – Lt 13 – Jundiaí

15h às 17h

Oficina: O ator no solo narrativo – com Julio Adrião

Local: Escola de Teatro de Anápolis

Rua Pereira do Lago, Quadra 44 – Lt 13 – Jundiaí

9h e 15h (consumo interno)

Boca do Lixo

Cia Volta Seca

Local: Escolas Municipais

18h

Espetáculo Boca do Lixo (GO)

Local: Centro de Artes e Esportes Unificados

Praça Sol Nascente, 195 – Jardim Alvorada

Sinopse: A família mais caipira e mais animada do centro oeste embarca em uma aventura por diferentes culturas. Mutamba Siriena e Marelo prometem muita diversão nessa viagem

18h

Historietas e Assombretas – Contação de causos com Cia Arte Negus de São Paulo (SP)

Local: Parque Ipiranga

Sinopse: Despertando o imaginário com histórias de assombrações as histórias prometem fazer muita gente chorar… de tanto rir

20h

Espetáculo – Os Javalis de Gil Vicente Tavares

Local: Teatro do IFG Anápolis

Avenida Pedro Ludovico, s/n – Residencial Reny Cury,

Sinopse: Um homem solitário tem sua casa invadida por um pretenso vendedor de produtos de limpeza, que, desesperado, anuncia o fim da humanidade, segundo ele, devastada por javalis. Inicialmente desacreditado, o dono da casa começa a ser levado pelo discurso do vendedor e por eventos estranhos que acontecem em sua casa e no seu entorno. A trama é conduzida por uma ameaça potencial  que vem de fora, mas que, em momento algum, se revela ou é confirmada. Desconstruindo e edificando questões, essa situação entre tensão e humor é o estopim para as transformações que encaminharão ambos os personagens a caminhos surpreendentes.

3 de junho (sexta-feira)

9h às 13h

Oficina: Como contar uma história – Cia Arte Negus São Paulo

Local: Escola de Teatro de Anápolis

Rua Pereira do Lago, Quadra 44 – Lt 13 – Jundiaí

9h e 15h (consumo interno)

Boca do Lixo

Cia Volta Seca

Local: Escolas Municipais

9h

Espetáculo circense – “Reprises” – Cia Volta Seca

Local: Apae

Rua Galileu, esquina com, R. Joaquim P. B. Arantes, 296 – St. Bougainville

Sinopse: Reprises é um espetáculo de cenas circenses que contas os apuros e apelos do palhação Pintadinho para conseguir comida e segue com a saga de caçadores que se atrapalham em suas próprias histórias.

18h

Espetáculo – Ambulantes – Cia Arte Negus

Local: Parque Ipiranga

Sinopse: Figura e OUOU, uma anacrônica dupla de ridículos sujeitos, perderam tudo e não querem perder a esperança em realizar seus sonhos para isso apostam no comércio informal para angariar o vil metal e transformam uma barraquinha de ambulantes num espetáculo de rua.

20h

Espetáculo – Os Saltimbancos de Chico Buarque

Local: Teatro do IFG Anápolis

Avenida Pedro Ludovico, s/n – Residencial Reny Cury

Sinopse: A peça narra a história do encontro de quatro animais (um jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata), que devido a maus tratos, fugiram de seus patrões. Aos poucos se conhecem e vencem as diferenças. Juntos decidem formar um grupo musical e rumam à cidade para começar a carreira artística. No caminho encontram seus antigos donos e temendo serem novamente escravizados, resolvem enfrentá-los. Os bichos vencem e chegam à conclusão de que unidos conseguirão superar todas as dificuldades.

22h

Espetáculo – Balanço

Local: Centro de Artes e Esportes Unificados

Praça Sol Nascente, 195 – Jardim Alvorada

Sinopse: O monólogo BALANÇO, interpretado pelo ator Bruno Peixoto e dirigido por Edson de Oliveira, conta a história de Gentil, BALANÇO nos provoca um repensar e refletir em nossa caminhada, frente aos percalços da vida, representado pelo personagem Gentil e sua trajetória de existência.

Meia-noite

Espetáculo – Espécie (Vivace)

Local: Escola de Teatro de Anápolis

Rua Pereira do Lago, Quadra 44 – Lt 13 – Jundiaí

Sinopse: ÉSPÉCIE não remete ao identificável, mas ao que nos pertence e que desconhecemos. Um convite ao mergulho e à imersão em busca de outros modos de ver. Um encontro íntimo e presencial com um corpo aberto, em estado contínuo de transformação, que escapa às acomodações identitárias e significações, mas cria um universo onde imagens são encarnadas e presentificadas. ÉSPÉCIE é uma aventura da vida fincada na superfície. Na sua condição múltipla, misteriosa e estranha de estar abertamente em frente ao outro.

Dia 4 de junho

9h às 13h

Oficina: Ana Queiroz

Local: Escola de Teatro de Anápolis

Rua Pereira do Lago, Quadra 44 – Lt 13 – Jundiaí

18h

Espetáculo – Gato Malhado

Local: Centro de Artes e Esportes Unificados

Praça Sol Nascente, 195 – Jardim Alvorada

O espetáculo propõe a interseção entre bonecos e atores num cenário de alta sugestão poética e revelação total das engrenagens que impulsionam a ilusão da cena descrevendo de forma sutil e com a pureza só existente no verdadeiro amor, metáforas e discussões extremamente atuais e essenciais para a construção de uma sociedade sensibilizada e (utopicamente) humanizada.

20h

Espetáculo – O Andarilho da Utopia Paulo Freire

Local: Teatro do IFG Anápolis

Avenida Pedro Ludovico, s/n – Residencial Reny Cury

Sinopse: Foi a partir do legado que Paulo Freire deixou na mente e corações dos brasileiros, que Richard Riguetti (ator), Luiz Antônio Rocha (encenação) e Junio Santos (dramaturgia) decidiram levar a emocionante e inspiradora vida do educador para os palcos no espetáculo “Paulo Freire, o andarilho da utopia” – o trio foi indicado ao prêmio Shell de teatro de 2019 na categoria inovação. O espetáculo propõe uma reflexão, mostrando a sociedade e o planeta em constante mudança através da ótica Freiriana, misturando elementos das linguagens do teatro, do palhaço e do teatro de rua. A encenação de Luiz Antônio Rocha (‘Frida Kahlo, a Deusa Tehuana’; ‘Brimas’ e ‘Zilda Arns, a dona dos lírios’) propõe uma estrutura narrativa que leva a um lugar de ideias e reflexão.

 

 

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