Simone Tebet lamenta idolatria política e diz que país não terá paz a depender de quem for eleito

A depender de quem for eleito para presidente, o Brasil não terá paz. É o que afirma a senadora e pré-candidata ao Palácio do Planalto Simone Tebet (MDB-MS). Em entrevista à Rádio 96 FM, na terça-feira (12), a congressista disse que o fanatismo e a idolatria pesam contra à nação.

Segundo Simone, o extremismo em que o país passa atualmente pode impedir que o futuro dirigente exerça o cargo da melhor forma. “Se o eleito for o ex-presidente da república ou continuar o atual, não terá tranquilidade para governar porque se radicalizou quando se fala desses dois candidatos”, disse.

Isso, segundo ela, porque um representa a extrema-direita e o outro a esquerda. “Temos hoje uma legião de soldados prontos para rivalizar e atrapalhar qualquer um que ganhe a eleição”, disse Tebet, ao se referir a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Messias Bolsonaro (PL).

Tebet ressaltou, ainda, retrocessos pelos quais o país passa. “Primeiro que para chegar em 2023, temos que sobreviver a 2022. Hoje, estamos retrocedendo em qualquer área, não irei citar os projetos e bombas-relógios a serem desarmadas. A depender de quem for eleito, o Brasil não terá paz“, afirmou.

A parlamentar também reforçou o plano de eliminar a miséria e garantir benefício para todos. Ela, no entanto, reconheceu que a pobreza não irá desparecer e que vai lutar contra a miséria o que, segundo ela, é possível alcançar.

“O custo é muito baixo, eu conheço o orçamento. Eu voto o orçamento no Brasil há sete anos. Você sabe que o Brasil renuncia impostos a que tem direito, algo em R$ 380 bilhões. De todas as renúncias fiscais, de todos os gastos tributários, o menorzinho é o Auxílio Brasil”, disse a senadora. À Rádio 96 FM, Simone Tebet também falou sobre a terceira via.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Ouça a entrevista na íntegra.

 

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